Ontem

O Telefone: a voz que atravessou a burocracia

Sabe aquele smartphone que não sai da sua mão? A história dele começa muito antes do que os livros escolares costumam contar.

O Telefone: a voz que atravessou a burocracia

Todo mundo associa a criação do telefone a Alexander Graham Bell, em 1876. Mas a verdade é que, vinte anos antes, um imigrante italiano extremamente pobre chamado Antonio Meucci já tinha criado o aparelho em Nova York. Ele precisava falar com sua esposa, que estava gravemente doente e acamada no andar de cima da casa. Meucci tentou buscar apoio da gigante dos telégrafos, a Western Union, mas eles ignoraram o projeto e os protótipos que ele havia deixado com a empresa simplesmente desapareceram. Sem dinheiro sequer para pagar a taxa de renovação de sua patente (apenas dez dólares), Meucci viu Graham Bell registrar um projeto praticamente idêntico anos depois.

E sabe o que transformou o telefone de uma curiosidade científica em sensação mundial? O Brasil. Graham Bell exibia seu invento na maior feira de tecnologia dos Estados Unidos, a Exposição do Centenário de Filadélfia, em 1876, e o aparelho já chamava atenção — mas faltava um momento que fizesse a imprensa parar tudo. Foi então que o Imperador Dom Pedro II, conhecido por sua paixão pela ciência, resolveu testar o protótipo. Ao colocar o receptor no ouvido e escutar a voz do outro lado, ele exclamou, chocado: “Meu Deus, isto fala!”. A reação do Imperador virou manchete, atraiu investidores e catapultou a invenção para o mundo.

O telefone que hoje encurta distâncias nasceu do amor de um marido e decolou graças ao espanto de um Imperador brasileiro.

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